Modernos Eternos BH 2026: Uma Curadoria do que o Evento Revelou sobre o Design de Interiores
- 9 de julho de 2026
- Posted by: Nathan de Paula
- Categoria: Eventos
Há eventos que mostram o que está na moda. E há eventos que revelam o que está acontecendo de verdade no design de interiores. A Modernos Eternos BH, encerrada em julho de 2026, entregou uma das leituras mais ricas dos últimos anos sobre materiais, narrativa e o papel da arte nos projetos contemporâneos.
Estivemos de olho no que os 40 ambientes assinados por 45 profissionais de arquitetura, design e paisagismo revelaram. Esta é a nossa curadoria.
O palco como parte do projeto

Antes de falar sobre os ambientes, é impossível não falar sobre o cenário que os abrigou: a Escola Estadual Pedro II, no Centro de Belo Horizonte. Projetado pelo arquiteto Carlos Santos e inaugurado em 1926, o edifício adota a linguagem neocolonial, com forte inspiração no barroco mineiro.
Essa escolha não foi decorativa. Ela definiu a narrativa de toda a edição. Existe um simbolismo muito forte em realizar esta edição em um espaço concebido como monumento à educação pública e ao conhecimento. A mostra propõe exatamente esse diálogo entre herança cultural, arquitetura e contemporaneidade.
Para quem percorreu o circuito, o efeito foi imediato: os ambientes não apenas coexistiam com o edifício, eles respondiam a ele. E essa resposta deixou marcas claras nos materiais e nas linguagens que dominaram a edição.
O que marcou a Modernos Eternos BH 2026
1. A madeira como linguagem histórica
A madeira foi, sem dúvida, um dos materiais mais presentes na edição 2026. Mas seria redutor chamar isso de tendência. O que aconteceu foi mais sofisticado: as madeiras, principalmente as escuras, são destaque nos ambientes inspirados em diversos capítulos da história do Brasil. Homenagens às figuras históricas de Dom Pedro II e Tereza Cristina, líderes do Brasil Império, o período da extração do ouro e da mineração, o processo de independência e marcas deixadas no interior da edificação, testemunha das mudanças temporais no país.
A madeira foi escolhida como material de memória. Ela não estava nos projetos apenas para ser bonita, estava para contar uma história. E é exatamente esse uso intencional que separa um projeto autoral de um projeto decorado.
2. A arte integrada ao ambiente
Um dos aspectos mais marcantes da edição 2026 foi a presença das obras de arte não como elemento decorativo, mas como parte estrutural da narrativa dos ambientes. Ao longo do percurso, os visitantes encontram móveis contemporâneos, peças vintage, obras de arte e elementos originais da construção, em uma proposta que valoriza o diálogo entre diferentes épocas.
O resultado foi uma leitura de projeto que raramente se vê em mostras: a obra de arte conversava com o ambiente e tinha um propósito ali
3. Narrativa histórica como conceito de projeto
A Modernos Eternos sempre trabalhou com a tensão entre passado e presente. Mas a 11ª edição elevou isso a outro nível. O projeto estabelece um diálogo entre patrimônio histórico e a cultura mineira contemporânea. Inspirado pela estética barroca e pelos ideais do Arcadismo, movimento literário e cultural que exaltava a harmonia entre natureza, arte e conhecimento, o ambiente resgata referências históricas para construir uma atmosfera elegante e sensível.
Se tratava sobre ressignificar, pegar uma referência histórica e fazê-la falar para o presente. Para o arquiteto e designer que quer fugir do óbvio sem perder a sofisticação, essa é uma das saídas mais poderosas: encontrar a narrativa que o espaço já carrega e potencializá-la com os materiais certos.
Entre Safras e História ambiente assinado pela Natália Queiroz

Entre os 40 ambientes da 11ª edição, um em especial mostrou com precisão o que acontece quando o Terrazzo italiano é especificado com intenção real. O ambiente Safras e Histórias, assinado pela arquiteta Natália Queiroz com materiais fornecidos pela Euro Terrazzo Brasil, usou o Terrazzo como linguagem em mobiliários.

A mesa em Terrazzo Resinado Arabescato Oro ocupa o centro do ambiente com presença e leveza ao mesmo tempo. A base creme com fragmentos dourados dialoga com a madeira escura das estantes, os metais em dourado e a iluminação quente, criando uma composição que aquece sem pesar. As cubas esculpidas em Terrazzo Resinado Palazzo Foscari completam o projeto com volume e personalidade: peças que deixam de ser funcionais para se tornar elementos escultóricos que definem o caráter do espaço.
Um ambiente que resumiu, em poucos metros quadrados, a mensagem mais importante da Modernos Eternos 2026: ambientes e experiências que perduram.
O que a Modernos Eternos 2026 revela para arquitetos e designers
A 11ª edição deixou uma mensagem clara: os projetos que se destacam hoje são os mais bem narrados e criados para durar. Material, arte, mobiliário e espaço precisam falar a mesma língua. E quando falam, o resultado é um ambiente que ninguém esquece.
Para quem especifica materiais naturais de alto padrão, o recado é direto: o material precisa ter história, textura e personalidade suficientes para sustentar uma narrativa. Pedras naturais como o Travertino Romano, o Limestone Egípcio e o Terrazzo italiano fazem exatamente isso. A própria origem, a própria formação, a própria presença já são narrativa.
Quer especificar materiais com essa profundidade de intenção no seu próximo projeto? Entre em contato com a equipe da Euro Terrazzo Brasil.